segunda-feira, 20 de novembro de 2006

A Maldição de Tutancâmon

Tutancâmon está associado à palavra «maldição» neste nosso mundo contemporâneo e tudo porque esse faraó foi encontrado como uma múmia.
Howard Carter chegou ao Egipto em 1891, em busca de segredos antigos. Para ele uma grande figura não havia ainda sido descoberta, o faraó Tutancâmon, um rei que morrera jovem, com apenas 19 anos.
Carter tinha a certeza de que existia o túmulo de Tutancâmon e passou cinco anos a procurar. Não teve sucesso e quase desistiu, quando recebeu uma proposta de financiamento do ricaço Lord Carnarvon.
Conta-se que Carter tinha um canário e, ao mostrá-lo a um ajudante egípcio, este disse que o pássaro os levaria ao túmulo que eles procuravam. Em 4 de Novembro de 1922, eles finalmente encontraram os degraus que levavam ao túmulo. O egípcio mostrou a Carter o canário que tinha agora nas mãos: tinha sido morto por uma serpente venenosa. O egípcio disse que era um sinal dos espíritos para deixarem o faraó em paz. Carter não se abalou e Lord Carnarvon chegou no fim de Novembro para participar na abertura do túmulo. Ao abri-lo, Carter exclamou: «vejo coisas maravilhosas!». Os tesouros estavam intactos, inclusive o corpo do faraó. A lenda diz que havia uma inscrição na entrada «A morte virá com asas ligeiras para aqueles que perturbarem o sono do faraó», aviso comum nos túmulos de reis egípcios.
As complicações começaram alguns meses depois. Lord Carnarvon foi para o Cairo, ficou doente e morreu. A causa foi uma infecção decorrente de uma picada de um insecto. Diz-se que, no momento de sua morte, houve uma falha de energia em todo o Cairo. Na sua casa, em Londres, o seu cão uivou e morreu logo após. Quando a múmia foi desenrolada, em 1925, descobriu-se um ferimento no lado esquerdo do rosto, exactamente onde o insecto picara Lord Carnarvon. Até 1929, onze pessoas ligadas à descoberta do túmulo morreram de causas misteriosas. Nessa lista, temos Lord Westbury. Westbury suicidou-se atirando-se de um prédio e deixou uma nota que dizia «não posso mais suportar esses horrores, nem que bem possa fazer aqui, por isso, saio agora».
Em 1935 já eram vinte e uma as vítimas da maldição e só em 1999 aparece uma explicação decisiva para o caso. O microbiologista alemão Gotthard Kramer, da Universidade de Leipzig, analisando cerca de quarenta múmias, identificou germes e esporos, alguns deles fatais, nos corpos mortos. Nem os milhares de anos, nem a falta de água, nem a escuridão seria capaz de destruí-los. Ao abrir os túmulos as pessoas apanhavam infecções e tinham falência dos órgãos, particularmente aqueles com baixa resistência imunológica. Se os arqueologistas da época de Howard Carter e Lord Carnarvon estivessem protegidos talvez não ocorressem mortes e maldição. Talvez...

2 comentários:

atrakinas disse...

Que descanse em paz... safa!

pmfl disse...

sim, q descanse em paz....!!